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20.04.2018

Primeiros socorros para os pets: Por onde devemos começar? - Parte II

No texto anterior, abordamos os principais tópicos relacionados aos primeiros socorros para as emergências ou urgências com o animal de estimação. Há muitas situações que podem colocar a vida do pet em perigo. Como abordamos no texto anterior, pequenas ações podem salvar a vida dele. Selecionamos os casos mais comuns que podem acontecer e trouxemos algumas dicas rápidas para que possa administrar com o animal. E, sempre lembrando que nada substitui o cuidado e as orientações do médico veterinário.

Asfixia

Os pets adoram brincar, seja com uma bolinha ou qualquer outro tipo de objeto. Quando for comprar um brinquedo sempre atente para que seja compatível com o porte do animal. Mesmo tomando os devidos cuidados, muitas vezes eles podem engolir algo. Os primeiros sinais de que o animal está com as vias obstruídas é a respiração e as mucosas se tornam azuladas ou arroxeadas. Cães e gatos podem chegar a desmaiar em situações de asfixia pela falta de oxigenação no cérebro. A primeira medida é se concentrar para desobstruir as vias aéreas e verificar os batimentos cardíacos.

Abra a boca do animal, puxe a língua com ajuda de uma gaze e observe se existe algum objeto parado na garganta. Caso notar alguma obstrução ou desconfiar dela não tente empurrar o objeto. Se o animal estiver calmo ou desmaiado, você pode puxar o que estiver preso com a ajuda da pinça, caso consiga visualizar o corpo estranho. Caso contrário, leve imediatamente ao médico veterinário.

Em casos de reações alérgicas, encaminhar à clínica veterinária rapidamente.

Fratura

Os pets estão sujeitos a fraturas e contusões mais do que você possa imaginar. O importante é saber diferenciar uma da outra. Na contusão há inflamação e inchaço. Se a pele do animal for mais clara a mancha roxa pode ser percebida. Em casos de fratura, pode ser uma rachadura ou o osso pode estar separado de forma parcial ou totalmente. Na hora de analisar a lesão tenha cuidado ao tocar no animal, pois em função da dor, ele pode tentar morder. Encaminhe o animal o mais rápido possível para uma clínica veterinária para a realização de exames radiográficos e demais procedimentos.

Hemorragia

As hemorragias externas são mais fáceis de serem observadas. Normalmente acontecem quando o pet acaba brigando com outro animal e podem surgir perfurações ou algum corte mais profundo. Por isso, antes de qualquer situação, avalie o sangramento. Os vasos mais sensíveis e nos quais sofrem rompimento estão nas patas, cauda, orelhas e pescoço. Para amenizar e estancar a hemorragia, aplique um pano limpo ou compressas de gaze sobre o local e pressione por alguns minutos. Mantenha a pressão até o sangramento parar. Leve o animal ao veterinário para desinfecção e sutura do corte. Se isso não for possível imediatamente, limpe o ferimento com água oxigenada.

Se um vaso sanguíneo for atingido, o sangramento não irá parar facilmente. Mantenha a pressão sobre a região até chegar ao veterinário.

Quando a hemorragia é interna fica mais complicado saber a gravidade da situação. Em casos como atropelamento ou quedas altas, por exemplo, observe os seguintes sinais: queda da temperatura do animal, palidez nas gengivas e parte interna das pálpebras e fraqueza. Se a temperatura do animal estiver inferior a 37ºC enrole o animal num cobertor e o mantenha aquecido. Manipule o pet com cuidado, evitando movimentos bruscos. Transporte-o na posição deitada, sempre com a cabeça mais baixa em relação ao corpo. Leve o pet o mais rápido possível a um veterinário para que sejam feitas as ações adequadas para cada tipo de situação.

Intoxicação

Saber a causa da intoxicação é uma tarefa difícil ao menos que você tenha visto ele ingerir ou inalar. Os principais sintomas são: hemorragias, alterações neurológicas e gastrointestinais. Esse caso é considerado emergencial , procure o veterinário de confiança imediatamente para que se inicie o tratamento de desintoxicação. Quando mais rápido inicia-se o tratamento, melhores são as chances de salvar o animal.

Queimadura

Os casos mais comuns de queimaduras são acidentes que envolvem água fervendo derramada sobre os animais e que podem resultar em queimaduras de terceiro grau. Os animais que lambem ou ingerem substâncias cáusticas presentes em produtos de limpeza podem queimar boca e esôfago. Já os choques elétricos podem resultar em queimaduras na boca e língua. Não use produtos como creme dental sobre a área lesada. Lave o local com água limpa e potável por alguns minutos e aplique uma camada espessa de pomada antibiótica.

Não faça curativo fechado e se for preciso, aplique uma compressa de gaze sobre a pomada para proteger a lesão. Animais com queimaduras extensas podem entrar em estado de choque e se mais de 50% do corpo for atingido, há risco de morte. Não podemos esquecer das queimaduras de sol. Elas ocorrerem em animais de pele e focinho róseos. Por isso, recomenda-se a aplicação de protetor solar.

Esperamos que tenham gostado das nossas dicas!
Leia ou releia a parte I do texto clicando aqui.
E reforçamos, nada substitui o cuidado e as orientações do seu médico veterinário.
 

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